sobre zoologia

Classificação

A classificação na biologia geralmente utiliza o conceito de complexidade do animal, onde os mais primitivos ou aqueles com características basais são colocados no início da hierarquia e conforme vão surgindo novidades evolutivas ou organização celular irão complementando a organização.
Com o intuito de facilitar o estudo dos animais, é comum estes organismos serem agrupados em dois grupos gerais: Invertebrados e Vertebrados. Os Invertebrados são os animais que não possuem coluna vertebral dorsal. Enquanto os Vertebrados são os animais que apresentam a coluna vertebral dorsal, esta proteção é fundamental, pois envolve a medula que realiza a comunicação do encéfalo com as demais estruturas do corpo.
Outra forma de classificação utilizada é através do desenvolvimento embrionário. Os animais são agrupados de acordo com os seus folhetos embrionários, sendo: sem folhetos embrionários, diblásticos e triblásticos. Dentro do grupo dos triblásticos há a subdivisão em: acelomados, pseudocelomados e celomados.
  • Sem folhetos embrionários: não possuem diferenciação tecidual. Ex.: Poríferos.
  • Diblásticos: desenvolvem e diferenciam ectoderma e endoderma. Ex.: Cnidários.
  • Triblásticos: desenvolvem ectoderma, mesoderma e endoderma.
    • Acelomados: são considerados os organismos que só desenvolvem o arquêntero. Ex.: Platelmintos.
    • Pseudocelomados: são os animais que possuem uma cavidade, mas ela é delimitada pela mesoderme e pela endoderme. Ex.: Nematelmintos.
    • Celomados: organismos que apresentam durante o desenvolvimento embrionário uma cavidade revestida pela mesoderme. Ex.: Anelídeos, Moluscos, Artrópodes, Equinodermos e Vertebrados.

Evolução

Os primeiros invertebrados deveriam viver reclusos no meio aquático e não possuíam estruturas ósseas ou com componentes calcários, e provavelmente, por isso, foram encontrados poucos fósseis. Os fósseis mais antigos até hoje encontrados datam de 540 milhões de anos (Era Pré-Cambriana ou Eon Proterozóico) e se assemelhavam a cnidários com formas de penas, vermes e artrópodes sem as estruturas rígidas. Após a explosão do Período Cambriano, novas espécies surgiram, nesta época existem fósseis de ancestrais dos atuais moluscos e dos artrópodes.
A Era Cambriana foi dominada pelos trilobitas (invertebrados semelhante aos crustáceos), mas este grupo se extinguiu no final do mesmo período. No final do período Cambriano 85% das espécies desapareceram. As extinções em grandes proporções ocorrem geralmente por: alterações climáticas, modificação no nível dos mares, atividades vulcânicas ou pela queda de asteroides. E mais atualmente, está sendo acrescentado como fator causador de extinções atuação humana que diretamente e/ou indiretamente atuam nas mudanças climáticas.
Os artrópodes foram o primeiro grupo de invertebrados a dominar a terra, no Período Siluriano, cerca de 440 milhões de anos atrás. Neste período alguns vegetais já se encontravam estabelecidos no ambiente, permitindo a alimentação destes animais. A conquista do ambiente terrestre provocou o desenvolvimento de diferentes estruturas para adequação do novo tipo de vida (vida terrestre). As principais dificuldades encontradas por esses animais eram: controlar a desidratação, a necessidade de sustentar e locomover o corpo fora da água. Os problemas foram resolvidos ao desenvolverem o exoesqueleto, a internalização do processo respiratório e o surgimento das patas rígidas e articuladas.
Os primeiros vertebrados não apresentavam coluna vertebral, porém era encontrado uma notocorda (cordão gelatinoso) na mesma posição da coluna. O anfioxo, que se assemelha a um peixe, é um exemplar que pode ser encontrado em praias brasileiras. Posteriormente, com os vertebrados apresentando a coluna vertebral e o esqueleto interno (que não são encontrado nos invertebrados), conseguiram com maior facilidade resolver o problema de locomoção, pois os ossos servem de ponto de apoio aos músculos e permitem o movimento dos animais. Além disso, o sistema nervoso localizado dorsalmente e não ventralmente (como no invertebrados), o coração em posição ventral (e não dorsal como nos invertebrados) e a presença de cauda para a sustentação, atribuíram para o desenvolvimento deste grupo em qualquer ambiente.

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